CURIOSIDADE MUNDO DA NET

COMO SURGIU A INTERNET


1 Satelite

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Para quem conhece a Internet há menos de cinco anos, sua história poderá parecer surpreendente. Em nenhum momento dos seus primeiros anos concebeu-se o que vem acontecendo hoje. Os motivos do seu surgimento também estavam bem longe da vocação comercial que a Rede assumiu ao longo dos últimos anos. Para compreender todas essas mudanças, é preciso voltar um pouco no tempo. No final da década de cinqüenta, no auge da Guerra Fria, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos concebeu a ARPA - Advanced Research Projects Agency. Sua função era liderar as pesquisas de ciência e tecnologia aplicáveis às forças armadas. Um dos objetivos foi o de se ter a possibilidade de desenvolver projetos em conjunto, sem o inconveniente da distância física, nem o risco de se perder dados e informações de uma base destruída em caso de combate.

Assim, em 1969, foi criada a ARPANET - ARPAnetwork e em outubro do mesmo ano foi enviada a primeira mensagem remotamente, inaugurando na prática suas atividades. Durante os anos seguintes, a ARPANET foi sendo ampliada com novos pontos em todo os Estados Unidos, passando a incluir também universidades. Em 1971, surgiu o modelo experimental do e-mail (o seu primeiro software veio em 1972), ampliando a utilidade da Rede. Já em 1973, foram criadas as primeiras conexões internacionais, interligando computadores na Inglaterra e na Noruega.

O resto da década de 70 foi marcado pelo crescimento da Rede, por onde circularam mensagens enviadas até mesmo pela Rainha da Inglaterra, Elizabeth II. Também surgiram outras redes paralelas que posteriormente viriam a se unir à ARPANET. Essa união não significava em todos os casos o desaparecimento de alguma dessas redes, pois uma das premissas da ARPANET era de que ela fosse capaz de comunicar se com qualquer computador e/ou rede que houvesse. Essa premissa se mantém até hoje.

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Em 1982, foi implementado o TCP/IP, protocolo padrão da Rede. No ano seguinte, toda a parte militar (que recebeu o nome de MILNET) foi separada da ARPANET. Em 1985, surgiram os primeiros domínios (.edu, .org e .gov), logo após à criação deste conceito. Também nessa época, começou a ser usado o nome INTERNET para se referir ao conjunto de redes liderado pela ARPANET. Depois da cisão com a parte militar e o uso já comum do termo INTERNET, a ARPANET se esvaziou e deixou de existir oficialmente em 1990.

Como o pressuposto da Internet é que ela seja aberta a qualquer computador ou rede que deseje se conectar, é preciso haver uma forma de tornar possível essa comunicação, pois sistemas diferentes usam computadores e linguagens diferentes. A maneira de conseguir isso foi através da criação de um protocolo de comunicação padrão, o TCP/IP. Um protocolo é uma forma de comunicação entre computadores. Usando o mesmo protocolo, sistemas diferentes conseguem estabelecer entre si a comunicação desejada. Em 1991, surgiu a WWW, liderando uma grande mudança nos hábitos e no perfil dos usuários da INTERNET. Um grupo de cientistas do CERN - Laboratoire Européen pour la Physique des Particules decidiu tornar seu tempo de uso da Rede mais rápido, fácil e produtivo. Para isso, desenvolveram e acabaram por criar, em 1991, o serviço WWW. Na época era muito complicado e trabalhoso navegar na Internet. Somente programadores e operadores tinham capacidade para usar a Rede e mesmo para eles isso era trabalhoso e despendia tempo. Com a WWW, a tarefa de navegar tornou-se extremamente simples. Endereçamentos amigáveis e visualização clara e rápida possibilitaram ao leigo um acesso antes restrito a especialistas.

Para navegar nesse novo sistema, foi criado um novo tipo de software, conhecido como browser ou navegador. O primeiro a ter grande impacto foi o Mosaic, liderado por M. Andreeseen, que mais tarde fundaria a Netscape Communications Corporation. O Mosaic se espalhou por milhares de usuários, tornando a WWW conhecida rapidamente, o que levou à multipligação da quantidade de home-pages disponíveis. Com essa multiplicação, mais usuários aderiram, criando um ciclo de crescimento da ordem de 300% ao ano, nos cinco primeiros anos de sua existência. Com essa explosão e a facilidade de uso, começaram a surgir os usuários de fora das universidades: empresas e pessoas físicas. É quase incontável a quantidade de novos negócios que surgiram e continuam a surgir com os nichos criados pela explosão da WWW. O melhor campo para se observar é o de software. Empresas surgiram da Rede e para a Rede, como a Netscape . Seu primeiro produto foi o browser Netscape Navigator, o qual, com o tempo, superou o antigo Mosaic, e mantém uma posição de destaque num mercado com vários concorrentes.

A estrutura de acesso antes da WWW foi originalmente projetada para membros de centros de pesquisa e universidades. A maior parte das conexões era feita dos próprios centros e laboratórios das universidades, e as que eram feitas de outros locais (casas, escritórios etc.) usavam linhas telefônicas e eram perfeitamente suportadas pela estrutura existente. Porém, com milhares de novos usuários, uma nova estrutura precisou ser montada para complementar a existente. É onde entram os provedores de acesso. Essas empresas têm uma conexão permanente (geralmente de grande capacidade) e modems ligados a linhas telefônicas, disponíveis em grande número para prover acesso aos seus usuários. Mais adiante será explicado em detalhes o funcionamento dos provedores e seu papel no crescimento da Internet. Além do surgimento de empresas como a Netscape, as tradicionais empresas de informática voltaram seus olhos para esse novo mercado. Algumas mais rapidamente, como a Sun Microsystems, Inc. , cheia de inovações para a Web, como a linguagem JAVA, ou a Cisco Systems, Inc. , produzindo um dos principais equipamentos utilizados na Internet, os roteadores, que muito ajudaram a rápida expansão da Rede. Outras empresas foram mais lentas, como a gigante Microsoft Corporation . Bill Gates, seu fundador e ex-presidente, chegou a chamar a Internet de "uma bagunça sem real potencial de negócios".

O fato é que a Internet chegou a ser um fenômeno de massa, com milhões de usuários espalhados pelo mundo, movimentando milhões de dólares em comércio eletrônico. Há vários fatores que colaboraram com isso, um deles é o fato de a tecnologia Internet ser barata (até por ter sido desenvolvida em grande parte em Universidades e outros centros de pesquisa) e aberta, tendo sido rapidamente incluída em todos os sistemas operacionais. Aplicações que antes eram onerosas (exigindo soluções proprietárias e desenvolvimento específico), com a tecnologia Internet se tornaram bem mais baratas, inclusive pelo maior número de usuários para ratear os custos. No final do século, a Internet mantém taxas de crescimento altíssimas e novos negócios surgem a cada momento. O que é novidade hoje, amanhã poderá ser apenas uma lembrança ou tornar-se uma idéia bem sucedida e adaptada à rotina da Rede. É muito difícil se prever exatamente como será o futuro da Internet, mas uma coisa é certa: a Rede terá um impacto cada vez maior na sociedade, em todo o mundo.


Como funciona a Internet



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A Internet é um sistema composto por dois componentes principais: hardware e protocolos. Sem eles, o mundo não estaria tão conectado A Internet existe há poucas décadas, e é difícil imaginar a vida sem ela agora. Para as gerações de antes, que buscavam informação da maneira tradicional - pesquisando em bibliotecas, entrevistando pessoas ou indo, literalmente, atrás dos fatos -, é até possível viver uma vida sem e-mails, sem mecanismos de buscas, sem web sites. Para a geração pós-internet, isso é mesmo inimaginável. A cada ano, engenheiros criam mais dispositivos para integrar com a Internet - telefones celulares, tocadores de música, leitores de livros eletrônicos, laptops, consoles de videogames, brinquedos, eletrodomésticos (a lista é bem longa). E por quê? Essa rede dá voltas no globo e se estende até o espaço. Mas o que a faz funcionar? Em poucas palavras, dois componentes principais:
•Hardware - inclui tudo, dos cabos que carregam terabits de informação por segundo ao dispositivo que você está usando para ler este artigo.
•Protocolos - conjunto de regras que as máquinas seguem para completar tarefas.
Vamos dar uma olhada no hardware da Internet. O hardware também inclui roteadores, servidores, torres de telefonia celular, satélites, rádios, smartphones e outros dispositivos. Todos esses dispositivos juntos criam a rede das redes. A Internet é um sistema maleável, que muda de pequenas formas à medida que elementos se juntam e deixam as redes em torno do mundo. Alguns desses elementos podem ficar aparentemente estáticos e formar o backbone da Internet. Outros são mais periféricos. Esses elementos são conexões.
Alguns são as pontas finais - o computador, o smartphone ou outro dispositivo que você esteja usando para ler este artigo pode contar como um. Nós chamamos todos esses pontos finais clientes. As máquinas que armazenam a informação que buscamos na internet são servidores. Outros elementos são nós que servem como ponto de conexão ao longo de uma rota de tráfego. E então há as linhas transmissoras que podem ser físicas, como no caso dos cabos e fibras óticas, ou sinais de satélites sem uso, telefones celulares ou torres 4G, ou rádios. Isso nos leva ao segundo componente principal da Internet, os protocolos. Sem um conjunto comum de protocolos que todas as máquinas conectadas à Internet devem seguir, a comunicação entre dispositivos não aconteceria. As várias máquinas seriam incapazes de entender umas às outras ou mesmo enviar informação de forma inteligível. Os protocolos fornecem o método e a língua comum que as máquinas usam para transmitir dados.


HISTÓRIA DA INTERNET NO BRASIL

Introdução
Redes de computadores são as auto- pistas por onde trafegam, em âmbito mundial, informações eletrônicas dos mais variados tipos, incluindo textos, figuras, sons e imagens. Para o mundo globalizado
- o mundo das redes de computadores
- não existem fronteiras entre países, assim como também não há distinção de raça, sexo, cor ou nacionalidade entre pessoas.
O governo federal tem como meta estratégica prioritária para os próximos anos a organização e a exploração desse conjunto de "supervias eletrônicas", em parceria com a iniciativa privada, visando integrar o Brasil definitivamente à comunidade eletrônica internacional, facilitando o fluxo de informações entre as instituições brasileiras e, destas, com suas congêneres no exterior. Nesse quadro, a Internet/Brasil desempenha papel central. A Internet é a maior rede mundial de computadores existente na atualidade. As redes eletrônicas de computadores proporcionam a seus usuários comunicação a baixo custo e acesso a fontes inesgotáveis de informação. Elas interconectam pessoas para os mais variados fins e têm contribuído para ampliar e democratizar o acesso à informação, eliminando barreiras como distância, fronteiras, fuso horário, etc.
Internet no Brasil
Até recentemente, no Brasil, o acesso à Internet era restrito a professores, estudantes e funcionários de universidades e instituições de pesquisa. Em adição, instituições governamentais e privadas também obtiveram acesso devido a colaborações acadêmicas e atividades não-comerciais. A partir de 1995, surgiu a oportunidade para que usuários fora das instituições acadêmicas também obtivéssem acesso à Internet e que a iniciativa privada viesse a fornecer esse serviço. Isto significa que haverá cada vez mais computadores brasileiros, fora das instituições de ensino, ligados à Internet, e que um vasto leque de aplicações surgirá a curto prazo. Passaremos agora a linha de tempo da Internet-BR

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1987
A FAPESP (Fundações de Pesquisa do Estado de São Paulo) e o LNCC conectaram-se a instituições nos EUA. Após conseguirem acesso a redes internacionais, essas instituições incentivaram outras entidades do País a usar as redes. As entidades conectavam-se utilizando recursos próprios e pagando à EMBRATEL as tarifas normais pela utilização de circuitos de comunicação de dados. O critério utilizado para selecionar onde se conectar, normalmente foi em funçao da distância.
Esse modelo funcionou por algum tempo e mostrou a necessidade de um projeto adequado para a formaçao de um Backbone nacional (para conectar os centros provedores de serviços especiais à redes regionais que, por sua vez, também deviam ser fomentadas)

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1988
A UFRJ conectou-se à UCLA; Várias universidades e centros de pesquisa conectaram seus equipamentos a uma dessas instituições.

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1990
A RNP (Rede Nacional de Pesquisa) é uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) cujo objetivo é implantar uma moderna infra-estrutura de serviços Internet, com abrangência nacional. Lançamento oficial da RNP que contou com o apoio da Fapesp, Faperj e Fapergs sob a coordenação política e orçamentária do CNPq; Até abril de 1995, a atuação da RNP se restringia a áreas de interesse da comunidade de educação e pesquisa do País. Sua missão básica é disseminar o uso da Internet no Brasil, especialmente para fins educacionais e sociais. A RNP oferece conectividade IP em termos comerciais extremamente competitivos em todos os estados do pais.

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1991
Apresentação do planejamento de uma forma mais adequada de interconectar os diversos centros de pesquisa do país; 7 de junho: Aprovação da implantação de um Backbone para a RNP, financiada pelo CNPq.
A lentidão e os problemas apresentadas no modelo inicial, obrigou o planejamento de uma forma mais adequada de interconectar os diversos centros de pesquisa do país. Este planejamento foi apresentado em 1991 e incluiu: implantação de novas conexões entre regiões; aumento de velocidade nas conexões regionais e em pelo menos uma conexão do país ao exterior; aumento de redundância em conexões em alguns nodos estratégicos;
estudo e desenvolvimento de projetos de pesquisa que contemplem serviços básicos, protocolos e aplicações em redes; divulgaçao de aspectos práticos e técnicos do uso de redes, através de material bibliográfico e/ou eventos da comunidade científica; montagem e divulgação de repositórios de "software" de domínio público ou baixo custo para apoio à pesquisa e desenvolvimento; promoção de eventos para a discussão de tendências e experimentação prática com pacotes e plataformas de desenvolvimento de aplicações em redes; treinamento de pessoal técnico das instituições de ensino e de pesquisa e desenvolvimento;
articulação política com órgaos de formento à pesquisa, empresas de informática e telecomunicações e instituições de pesquisa e desenvolvimento no Brasil e no exterior. Funçao básica do Backbone: prover conectividade e transporte de tráfego entre estruturas análogas que existem/existirão em diversas regiões do país. Desta forma, a RNP é a congregação dos esforços regionais, via estrutura nacional ("Backbone") e a fomentadora da implantação de novas redes regionais;

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1992/1993
Implantação de uma espinha dorsal de comunicação, cobrindo a maior parte do país, a velocidades mínimas de 9.600 bits por segundo (bps); Implantação de um conjunto de aplicações em diversas áreas de especialização; Planejamento para o período 1994/1995 (lograr a efetiva consolidação da rede).
A presença da RNP nos Estados foi concebida como resultante da implantação de um conjunto de conexões interestaduais, interligando inicialmente onze Estados, com pontos-de-presença em cada capital.
Essa arquitetura de linhas de comunicações e equipamentos compõem o que se denomina espinha dorsal (backbone) da RNP.

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1994/1995
Estados que tinham POP (ponto de presença) oficial da RNP ou um ponto de acesso operado por alguma instituição local e aberto à comunidade de educação e pesquisa na região: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará,
Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.
As instituições que então se conectaram à RNP ou redes estaduais eram primariamente voltadas para educação, pesquisa ou gestão governamental; Cerca de 400 instituições de ensino e pesquisa do país se ligaram em rede, incluindo a maioria das universidades e institutos de pesquisa governamentais; Estimativa: 60 000 usuário ativos para uso acadêmico;
Segundo as estimativas da época, mais de 10.000 hosts estavam interligados em rede no Brasil. Adotada a premissa de que cada host era utilizado por seis usuários, o número total de usuários ativos era estimado em 60 mil, primariamente para uso acadêmico.

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Abril/1995
O Ministério das Comunicações e o Ministério da Ciência e Tecnologia decidiram lançar um esforço comum de implantação de uma rede Internet global e integrada, abrangendo todo tipo de uso. Surgiu, então, o backbone nacional de uso misto (comercial e acadêmico), resultante da expansão e reconfiguração do backbone de uso puramente acadêmico; Surgiram as bases político/estratégicas da Internet/Brasil.
Concepção e implantação de um modelo de serviços Internet no Brasil que assegure: cobertura nacional, vasta gama de aplicações, e baixo custo para o usuário final (com papel prioritário reservado à iniciativa privada); 11 empresas no servidor WWW experimental da EMBRATEL.
Nesse novo cenário, a RNP foi chamada a cumprir nova missão, compreendendo:
Operação (continuada) de serviços de alocação de endereços IP e de registro de domínios; Aderência de todas as iniciativas de redes no país a padrões gerais de engenharia, interconexão, segurança, etc.; Coleta e disseminação de informações sobre Internet no Brasil;
A espinha dorsal da RNP previu pontos de presença em todas as capitais do país, ligação entre as capitais geradoras de maior tráfego a velocidades de 2Mbits/seg (em substituição aos 64Kbits/seg anteriores) e transformação das ligações de 9.6 Kbits/seg em ligações a 64K bits/seg. Para complementar a conectividade na região amazônica,
incluindo as cidades Tefé (AM), Cáceres (MT), Santarém e Marabá (PA), Alcântara (MA) e Fernando de Noronha (PE), o MCT estabeleceu um convênio com o Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal.

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Maio/1995
Criação do Comitê Gestor Internet, que conta com a participação do MC e MCT, de entidades operadoras e gestoras de espinhas dorsais, de representantes de provedores de acesso ou de informações, de representantes de usuários e da comunidade acadêmica.
Em Nota Conjunta o Min. das Comunicações (MC) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) afirmaram que para tornar efetiva a participação da Sociedade nas decisões envolvendo a implantação, administração e uso da INTERNET, seria constituído um Comitê Gestor INTERNET,
que contaria com a participação do MC e MCT, de entidades operadoras e gestoras de espinhas dorsais, de representantes de provedores de acesso ou de informações, de representantes de usuários, e da comunidade acadêmica. Atribuições do Comitê Gestor:
Fomentar o desenvolvimento de serviços INTERNET no Brasil; Recomendar padrões e procedimentos técnicos e operacionais para a INTERNET no Brasil; Coordenar a atribuição de endereços INTERNET, o registro de nomes de domínios, e a interconexão de espinhas dorsais; Coletar, organizar e disseminar informações sobre os serviços INTERNET.
Ao longo dos seus primeiros oito meses de funcionamento, o CG defrontou-se com o problema de acompanhar a transformação do projeto Internet no Brasil, que deixou de ser estritamente acadêmico e passou a abranger toda a sociedade. Isto significou acompanhar o aumento das velocidades dos circuitos da Rede Nacional de Pesquisa, RNP, que passaria a permitir tráfego misto - acadêmico, comercial, governamental e outros; os planos do Sistema Telebrás para o estabelecimento de uma espinha dorsal nacional; e o surgimento de outras espinhas dorsais nacionais que seriam implantadas pela iniciativa privada.
Para desenvolver suas ações e aumentar a participação da sociedade em suas atividades o CG criou e a aperfeiçoou a organização de grupos de trabalho (GTs) cujas atividades visam fomentar o desenvolvimento de serviços INTERNET no Brasil. Este modelo é semelhante ao que vem sendo adotado por diversos países ou conjuntos de países e tem como objetivo a disseminação da tecnologia Internet junto à sociedade em áreas específicas de importância estratégica. Os GTs encontram-se em fases diferentes de organização, variando desde a etapa preliminar de escolha de membros e definição de projetos até a operação plena. Os GTs de Engenharia e Operação de Redes, Economia de Redes, P&D em Redes, Educação à Distância , Saúde , Meio Ambiente e Recursos Naturais , Formação de Recursos Humanos , Apoio a Aplicações Comunitárias e Articulação com a Sociedade já estão em plena atividade e já apresentaram resultados concretos.
Tipicamente, os GTs vêm definindo projetos piloto que servem de demonstração e ilustram a viabilidade e interesse da aplicação da tecnologia Internet em determinadas áreas. A organização dos GTs tem permitido que a comunidade acadêmica interaja com a sociedade em geral, em um processo de transferência da tecnologia por ela dominada há anos. Além disto, esta organização por GTs já permitiu cooptar cerca de 160 participantes de vários setores da sociedade para o projeto Internet no Brasil.

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Dezembro/1995
Todos os circuitos de 2Mbits/seg correspondentes à parte principal da espinha dorsal da RNP estavam operacionais (previsto para dois meses antes). Apesar disto, ainda estão pendentes o aumento de velocidade ou instalação de algumas conexões estratégicas para o País,
já que a RNP é a única espinha dorsal com cobertura realmente nacional.

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COMO SURGIU O COMPUTADOR

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Há exatos 60 anos, foi anunciado o primeiro computador digital eletrônico de grande escala: o ENIAC (Electrical Numerical Integrator and Calculator).
O computador foi criado em fevereiro de 1946 pelos cientistas norte-americanos John Presper Eckert e John W. Mauchly, da Electronic Control Company. Na época, o ENIAC se destacou por realizar 5 mil operações por segundo, velocidade mil vezes superior à de seus antecessores. Hoje, se comparado com os computadores atuais, o poder de processamento do ENIAC seria menor do que o de uma simples calculadora de bolso.
O computador começou a ser feito em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, para auxiliar o exército norte-americano a fazer cálculos de balística. Projetado para calcular rotas estratégicas durante o ataque aos países do Eixo, durante a Segunda Guerra Mundial, o Integrador E Calculador Numérico Elétrico – ENIAC (sigla em inglês para Electrical Numerical Integrator and Calculator) completou em 2006, 60 anos de idade.
Apesar de seu projeto e construção terem sidos iniciados em 1943, sua conclusão e lançamento deram-se somente três anos mais tarde, mais precisamente em 14 de fevereiro de 1946. Com cerca de 30 toneladas, 5,5 metros de altura, 25 metros de comprimento, 70 mil resistores e, aproximadamente 18 mil válvulas a vácuo, o gigante ocupava 180 metros quadrados, a área de um ginásio esportivo.
bgjnejr produções Apesar de seu tamanho e robustez, o ENIAC nada mais era do que uma grande calculadora. Com seus 6 mil interruptores, era necessário uma equipe de 80 pessoas para operá-lo. Essas pessoas (geralmente mulheres), que davam ao ENIAC as instruções necessárias para este computar, eram chamadas COMPUTADORAS. Entretanto, anos mais tarde o termo passou a ser usado para designar a máquina, que efetuava os cálculos.
Voltando ao ENIAC, os cálculos que, manualmente chegavam a demorar 12 horas para obter-se um resultado, eram resolvidos em alucinantes 30 segundos pelo gigante de metal e resistores. Cada um de seus interruptores correspondia a uma informação para o cálculo, representados por ligado e desligado (1 e 0, respectivamente).
Por esse motivo, os botões de Liga/Desliga de grande parte dos equipamentos apresentam o desenho de um círculo com um “risquinho” vertical. Após dez anos de operação, o ENIAC foi desativado. Haviam surgido equipamentos com maior capacidade e menor tamanho e custo. Em 1955 um computador pesava “somente” 3 toneladas e consumiam 50 kwatts de potencia, contra 200 kwatts ferozmente consumidos pelo ENIAC.
Mesmo após tanto tempo depois de sua criação pelos professores John Mauchly, e J. Presper Eckert,
o primeiro computador ainda é lembrado por muitos aficcionados por eletrônicos (principalmente computadores), e pode ser visto em diversos museus pelo mundo, como o Smithsonian em Washington D.C. e no local preciso onde foi construído, na Moore School for Electrical Engineering da Universidade da Pensilvânia.

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A EVOLUÇÃO DO COMPUTADOR

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ÁBACO

O ÁBACO é um calculador decimal operado manualmente. Costuma-se considerar o ábaco como o primeiro dispositivo criado para facilitar o trabalho do homem em processar informações. O ábaco foi inventado no oriente médio há milhares de anos e ainda hoje é muito utilizado no oriente. Por exemplo, ainda hoje no Japão é comum encontrar comerciantes que continuam preferindo fazer contas utilizando ábacos - e as fazem muito mais rápido que uma moderna calculadora eletrônica (que por sinal custa hoje muito mais barato que um ábaco).

CALCULADORA MECÂNICA

Atribui-se a Blaise Pascal (1623-1662) a construção da primeira calculadora mecânica capaz de fazer somas e subtrações.

TEAR PROGRAMÁVEL

Em 1801, Joseph Marie Jacquard inventou um tear mecânico dotado de uma leitora de cartões perfurados, os quais representavam os desenhos do tecido - portanto um processador das informações relativas à padronagem do tecido; o tear funcionava tão bem que este é o primeiro exemplo prático de desemprego provocado pela automação!

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CALCULADOR ANALÍTICO

Charles Babbage (1792-1871) concebeu um Computador Analítico dotado de um dispositivo a que chamou de MOINHO (uma máquina de somar com precisão de até 50 casas decimais), e um dispositivo de entrada (inspirado no tear de Jacquard) que leria cartões perfurados contendo não somente números (os dados) mas também INSTRUÇÕES (o que fazer com os dados). Imaginou ainda um dispositivo de memória que chamou de ARMAZÉM para guardar os números, um banco com 1000 "registradores" cada qual capaz de armazenar um número de 50 dígitos - os números dados pelos cartões de entrada ou então números resultados de operações do moinho. Finalmente, incluiu um dispositivo impressor para dar saída aos resultados. As instruções (gravadas em cartões) possíveis de ser implementadas pelo moinho eram:
entrar com um número no armazém
entrar com um número no moinho
mover um número do moinho para o armazém
mover um número do armazém para o moinho
comandar o moinho para executar uma operação
sair com um resultado
Para construir um dispositivo a partir destas idéias, Babbage contou com a colaboração inestimável da matemática Ada Augusta Byron, Lady Lovelace, filha do poeta Lord Byron. Ada desenvolveu séries de instruções para o calculador analítico, criando conceitos tais como sub-rotinas, loops e saltos condicionais.
Babbage é considerado o precursor do computador. Ada é considerada a precursora do software. Babbage e Ada estavam muito além do seu tempo e não conseguiram financiamento para construir o seu Computador Analítico, que ficou apenas como uma belíssima idéia no papel - ele nunca foi concluído.
"Ele não tem pretensões de originar nada, mas pode processar qualquer coisa que nós soubermos programá-lo para realizar."
- Ada Augusta Byron, Condessa de Lovelace, falando sobre o Engenho Analítico de Babbage, precursor dos modernos computadores (Londres, cerca de 1830)

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HOLLERITH

Herman Hollerith (1860-1929) também inspirou-se nos cartões de Jacquard para criar uma máquina para acumular e classificar informações
- a Tabuladora de Censo.
Aplicação: processamento dos dados do censo.

Z3

1941- Konrad Zuse (Alemanha)
Primeiro computador digital, automático, programável, de propósito geral, completamente funcional (eletro-mecânico).

ABC Computer (Atanasoff-Berry Computer)

1942 - John V. Atanasoff / Clifford Berry (EUA)
Primeiro protótipo de calculador eletrônico que funcionou nos EUA.

COLOSSUS

1943 - Alan Turing (Bletchley Park, Inglaterra)
Primeiro computador eletrônico programável; aplicação: criptografia; quebra de códigos

HARVARD MARK I

1944 - Howard Aiken (Universidade de Harvard - EUA)
Primeiro computador eletromecânico automático de grande porte

ENIAC

- Eletronic Numerical Integrator and Calculator 1946
- John Mauchly e J. Presper Eckert (Ballistic Research Lab, University of Pennsylvania, EUA)
Primeiro computador eletrônico digital de grande porte
Características: Decimal (operava na base dez, não binário)
- 19000 válvulas
- 175 Kw de potência
- 5.000 operacões por segundo
- armazenamento para 20 números de 10 dígitos, mas não tinha qualquer tipo de memória central
- tempo médio entre falhas (MTBF) de 5,6 horas Aplicação: cálculo balístico.

TRANSISTOR

1947 - Universidade de Stanford (EUA)
Inventado o primeiro dispositivo eletrônico de estado sólido.

MANCHESTER MARK I

1948 - F.C.Williams, Tom Kilburn e a Max Neuman Royal Society Computing Machine Laboratory (Universidade de Manchester, Inglaterra) Primeiro protótipo de computador eletrônico de programa armazenado.
Executou o primeiro programa com sucesso em 21/06/48)

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EDSAC

- Eletronic Delay Storage Automatic Computer 1949
- Maurice Wilkes (Universidade de Cambridge, Inglaterra)
Primeiro computador eletrônico digital de programa armazenado de grande porte, totalmente funcional Executou o primeiro programa com sucesso em 06/05/49.

UNIVAC I

1949
- Mauchly and Eckert Computer Corporation, depois UNIVAC, depois Unisys
Primeiro computador eletrônico disponível comercialmente, usava programa armazenado e um compilador. Aplicação: Processamento das eleições.

WHIRLWIND I

1950 - J.Forrester (Massachussets Institute of Technology - MIT, EUA) Primeiro computador para processamento em tempo real. IBM 701
1953 - IBM Corporation
Primeiro computador eletrônico digital IBM. NCR 304
1957 - NCR Corporation
Primeiro computador comercial 100% construído com componentes de estado sólido (transistores). IBM 305
1957 - IBM Corporation
Primeiro computador comercial a utilizar unidades de disco com cabeças móveis. bgjnejr produções

PDP-1

1959 - Digital Equipment Corporation
Primeiro mini-computador.
COBOL - Common Business Oriented Language
1960 - Conference on Data System Languages CODASYL
Primeira linguagem de programação de computadores para aplicação comercial padronizada.

IC - CIRCUITO INTEGRADO

1961 - Fairchild Corporation
Primeiro circuito integrado disponível comercialmente.

INTEL 4004

1971 - Intel Corporation
Primeiro microprocessador disponível comercialmente.

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MITS 816

1972 - MITS (Micro Instrumentation and Telemetry Systems)
Primeiro microcomputador disponível para uso pessoal.

ALTO

1973 - Xerox PARC (Palo Alto Research Center)
Primeiro microcomputador pessoal completo, totalmente funcional, incluindo monitor

ALTAIR 8800

1975 - Edward Roberts, William Yates e Jim Bybee
Primeiro microcomputador pessoal produzido industrialmente para venda em massa.

APPLE II

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1976 - Steve Jobs e Steve Wozniak (Apple Corp.)
Primeiro microcomputador pessoal a ter sucesso comercial. IBM PC
1981 - IBM Corp (Boca Raton, FL, EUA)
Primeiro microcomputador pessoal IBM; arquitetura aberta; um imenso sucesso comercial.




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